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Santa Cruz perde por 2 a 0 para Internacional volta ao Z-4

Não deu para o Santa Cruz. Diante do Internacional, no Beira-Rio, a equipe coral tentou ser ousada, mas a qualidade técnica do adversário falou mais alto. Com dois gols de D’Alessandro - sendo um de pênalti -, o Colorado venceu por 2 a 0, neste sábado, e ficou ainda mais próximo do retorno à Série A do Campeonato Brasileiro. Já o Tricolor teve a sua reação na Série B, vinha a quatro jogos sem perder, freada com essa derrota. Mais que isso, os corais, fecham a 27ª rodada da competição de volta à zona de rebaixamento, na 18ª posição. O próximo confronto do Santa Cruz será contra o América-MG, sábado, no Arruda.


Primeiro tempo

O técnico Marcelo Martelotte montou uma estratégia ousado para o confronto. Ela já vinha sendo ensaiada durante a semana de preparação, mas acabou tendo uma novidade de última hora. O lateral-esquerdo Tiago Costa sentiu dores musculares ainda no vestiário e foi vetado. Yuri entrou em seu lugar. Não se pode dizer que a mudança forçada atrapalhou o esquema montado. A ideia do treinador coral era dar mais dinamismo ao time, ofensividade. Optou por colocar Bruno Paulo na vaga de Derley, suspenso. Assim formou o meio-campo com Wellington Cézar, Primão e João Paulo. O zagueiro Guilherme Mattis começou como titular e formou dupla ao lado de Anderson Salles.

Na teoria tudo pronto. Porém, o futebol vai além da teoria. Com a bola rolando, um lance de infelicidade do estreante Mattis colocou tudo por terra. Aos 8 minutos, em uma disputa de bola, pelo lado direito do ataque do Internacional, Pottker invadiu a área e o zagueiro coral deu um carrinho para interceptar, mas a bola tocou no seu braço e o árbitro marcou o pênalti. D'Alessandro cobrou com categoria, aos 9 minutos, e abriu o marcador. 1 a 0.

O gol no início do jogo era tudo que o Internacional queria. E desmoronou a estratégia coral. O Santa Cruz demorou um pouco para entrar na partida. Sentiu o baque. A sorte é que o adversário se acomodou. O Colorado parecia estar satisfeito. Os gaúchos achavam que poderiam ampliar com facilidade quando quisessem. E não foi bem assim. Aos poucos, o Tricolor foi entrando na partida. Primeiro acertou a marcação. Depois foi tomando gosto e saindo mais para o jogo. Não chegou a dar grandes sustos, mas mostrou que estava vivo na partida. Chegou a levar perigo em um chute de André Luis de fora da área e em algumas bolas paradas.

Porém, as melhores chances vieram mesmo no fim do primeiro tempo. Aos 43, Pottker invadiu a área coral e chutou para excelente defesa de Julio Cesar. No minuto seguinte, O Santa Cruz deu logo a resposta. Grafite puxou o contra-ataque e lançou Bruno Paulo. O atacante dominou para dentro e bateu buscando o ângulo de Danilo Fernandes. A bola passou com perigo.

Segundo tempo
Pouco coisa mudou na estrutura tática da partida na etapa final. Apesar do Inter burcar mais o gol pelo lado direito com Pottker, a peça mais aguda da equipe, o Santa Cruz voltou com o mesmo empenho defensivo. A diferença é que o Tricolor implantava mais velocidade na transição da defesa para o ataque. Assim, os pernambucanos criaram algumas boas chances. O jogo passou a ser aberto. Pottker perdeu duas chances de ampliar o marcador aos 3 e 14 minutos. Em ambas, Julio Cesar apareceu bem. Aos 16, Grafite perdeu uma chance incrível, em bola alçada na área, que sobrou limpa para o veterano atacante.

Percebendo que poderia ser mais ousado, Martelotte sacou Bruno Paulo, que não estava bem em campo, e colocou Ricardo Bueno. Mas foi o Inter quem acabou matando o jogo. Aos 25 minutos, Camilo chutou uma bola no pé na trave de Julio Cesar. No lance seguinte, Camilo, novamente, entrou na área e passou para D’Alessandro, que driblou Salles e tocou no canto para fazer 2 a 0.

Mesmo assim, o Santa Cruz não se entregou. Aos 34, Ricardo Bueno arriscou de fora da área, Danilo Fernandes deu rebote, mas André Luis não aproveitou a chance.

Ficha do jogo

Internacional 2
Danilo Fernandes; Alemão, Danilo Silva, Cuesta e Carlinhos (Iago); Rodrigo Dourado, Edenilson, D'Alessandro (Gutiérrez ) e Sasha (Camilo); Pottker e Leandro Damião. Técnico: Guto Ferreira

Santa Cruz 0
Julio Cesar; Nininho, Guilherme Mattis, A. Salles e Yuri; Wellington Cézar, Primão e João Paulo; André Luis, Grafite (Natan) e Bruno Paulo (Ricardo Bueno). Técnico: Marcelo Martelotte.

Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre. Árbitro: Alisson Sidnei Furtado (TO). Assistentes: Fábio Pereira (TO) e Cipriano da Silva Sousa (TO). Gols: D’Alessandro (9’ do 1T e 26’ do 2T); Cartões Amarelos: Alemão, Rodrigo Dourado, Cuesta, Pottker e Carlinhos (INT); Mattis (SCZ). Renda: R$ 558.278.00. Público: 23.419.

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