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Eduardo Rocha se mostra preocupado com times nordestinos em torneios nacionais

A condição dos clubes nordestinos, que em sua maioria, não vêm realizando boas participações no Campeonato Brasileiro, estão chamando a atenção dos representantes da Liga do Nordeste. Um dos motivos apontados para situação, continua sendo o maior poderio financeiro dos representantes do Sul e Sudeste, mas entre as questões secundárias, estão a má administração dos recursos e o desleixo com as categorias de base, segundo o candidato à presidência da Liga, Eduardo Rocha.


O único fato em comum no Brasileirão desse ano, é a presença de nordestinos lutando  de uma forma desesperada para evitar o rebaixamento. Na Série B, neste momento, entre os clubes estacionados na zona de degola,  se encontram logo três representantes da região e todos com percentual alto de risco, segundo os dados do site de estatísticas Chance de Gol.

Os mais ameaçados pelo rebaixamento para Série C são ABC, cujo risco medido chega a 98,6%, e o Náutico, com 90,8% de probabilidade de cair para terceira divisão no próximo ano. Na sequência aparece o Santa Cruz, que segundo os dados apresenta um risco de 68,8% de ser rebaixado.

Na Série C tem o Botafogo-PB, Salgueiro, Confiança e Moto Clube que lutam para ver quem vai fugir da segunda e última vaga do rebaixamento, uma vez que a primeira já é do ASA.

Já na divisão de elite do futebol nacional, temos a dupla Bahia e Vitória envolvidos numa grande batalha, rodada a rodada, para tentar atingir uma zona de segurança. Por enquanto o Rubro-Negro é o 16º colocado, primeiro clube fora da zona de degola, mas aparece com o risco de rebaixamento avaliado em 32,1%. Já o Tricolor baiano, com a 14º posição na tabela, ostenta um risco de 20% de disputar a Série B na próxima temporada.

O quadro segundo Eduardo Rocha é curioso, chama a atenção da Liga do Nordeste e serão apresentadas propostas para melhorar a competitividade dos clubes locais na reunião que irá ocorrer no próximo dia 6 de setembro, em São Luiz-MA.

“Imagino que a disparidade dos patrocínios dos clubes do Sul e do Sudeste leva a esse fosso. O disparate financeiro e as cotas destribuídas levam a essa diferença técnica. Esse é um dos motivos, outra coisa que pode levar a isso é exatamente a falta de sequência das competições base, nossos campeonatos são muito curtos. Só para citar um exemplo, um garoto da base do Internacional ou São Paulo, que trabalham com meninos desde os 11 anos, jogam pelo menos 70 vezes ao ano. Aqui os nossos jogam 12, isso leva a essa disparidade também. Não podemos esquecer ainda a má gestão de alguns dos dirigentes,  que em algum momento não gerem com parcimônia os recursos dos clubes, investem mal, não planejam”, ressalta o dirigente potiguar.

Quanto ao reforço financeiro da Copa do Nordeste, Eduardo Rocha acredita que ele faz mais efeito no início da temporada, quando os clubes vêm sufocados pelas contas do exercício anterior. “A Copa NE dá uma quantia razoável a todos os participantes do torneio no início da temporada, um momento delicado já que todos vêm de uma pausa, mas é um torneio curto”, salientou.

A competição que foi readequada para temporada de 2018, passando a ter de novo 16 clubes na fase de grupos, como foi originalmente criada, na visão de Eduardo deveria ganhar mais datas e essa proposta será levada à mesa de discussão em São Luiz, quando os representantes da Liga e todos os presidentes das federações da região estarão reunidos.

“As federações deveriam abrir mais datas para Copa do Nordeste, para que ela fosse um torneio maior e os nossos representantes, enfrentando por mais tempo clubes de maior capacidade em relação aos Estaduais, pudessem se preparar melhor para as disputas nacionais, onde o nível técnico é muito forte.  Já que são 16 participantes agora, a proposta é fazer dois grupos de oito, jogando os grupos entre eles onde um clube daria pelo menos oito jogos na primeira fase”, antecipou Rocha.

Com essa nova formatação, a intenção do dirigente é fazer com que o nível técnico das equipes locais suba mais. “A situação dos clubes locais no Brasileirão é um caso a se pensar, faz acender uma luz de alerta de que precisamos fazer algo para melhorar o futebol nordestino, não tenha nenhuma dúvida disso”, afirmou.

Como competição regional mais organizada no cenário nacional, a Copa do Nordeste é a que mais arrecada. “Ele é um dinheiro muito bem-vindo, mas ainda é insuficiente para garantir a temporada dos nossos clubes. Podemos avançar como competição, mas que para isso ocorra as federações precisam permitir, pelo menos, aumentar mais quatro datas para Copa NE na temporada de 2019. O que vai tornar a competição ainda mais atrativa”, destacou.

Tribunadonorte
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