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Vitória tem terceira menor dívida trabalhista no futebol brasileiro

Vitória é réu em 56 processos na Justiça do Trabalho e tem dívida trabalhista estimada em R$ 18 milhões. Os dados são do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia, e o valor do débito foi calculado de acordo com o último balanço financeiro do clube, relacionado a 2016. Os números são parte de um levantamento do GloboEsporte.com, com todos os clubes da Série A, mais o Internacional.


O Leão está em situação confortável. Apenas Sport e Chapecoense têm débito menor. No ranking do número de processos, a equipe baiana só tem mais que Ponte Preta, Sport e Chape. Felipe Villela, gerente financeiro do clube, acredita que é possível zerar o valor.

– Se formos pensar que o Esporte Clube Vitória tem cerca de 300 funcionários, o quadro médio varia entre 250 a 300 nos últimos 10 anos, contanto com atleta profissional, acredito que 57 processos é um número até alto, em números absolutos. A peculiaridade de clubes futebol, principalmente no Norte e Nordeste, são os atletas. A maioria desses processos é de atletas, que têm salários altos, baixos recursos que clubes de Norte e Nordeste têm, isso dá um impacto maior. Hoje o Vitória tem acordo com o TRT e fazemos mensalmente depósito de R$ 50 mil para pagar qualquer dívida trabalhista que possa ter. Acho que é uma dívida controlada. Mas se comparar com o número de funcionários, considero o número de processos alto – avaliou Felipe.

O débito trabalhista é composto por dois itens. A menor parte se refere a ações na Justiça do Trabalho resultantes de sentenças já julgadas e que envolvem qualquer tipo de processo na área, como falta de pagamento de salários e de direitos de imagem. A maior parte do valor é corresponde a impostos não recolhidos (INSS, IRRF e FGTS), que são encargos trabalhistas de responsabilidade das empresas, mas que na contabilidade dos clubes é registrada como dívida fiscal.

Esse montante, referente aos impostos não pagos, representa toda a dívida trabalhista do Vitória e está refinanciado em leis como o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut), em vigor desde agosto de 2015.

– Temos um passivo total com o Profut que foi renegociado cujo total é algo em torno de R$ 72 milhões. É dívida controlada, estamos pagando. Temos todo o processo orçamentário definido, analítico. Isso é acompanhado mensalmente. Estamos adotando uma política corporativa que podemos dizer que estamos nos igualar a grandes empresas. O Vitória é um clube que não atrasa salário. Se perguntar a qualquer atleta nos últimos três anos, nunca houve atraso – reitera Felipe.


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